sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Chapada dos Veadeiros: A magia dos cristais em meio à natureza

Esta foi a quinta ou sexta vez que fui à Chapada dos Veadeiros, mas parece que desta vez tive um olhar diferente, talvez seja pelo fato de ter chegado na Vila de São Jorge no domingo que antecipava o feriado de 7 de setembro e por incrível que pareça a cidade estava vazia, sem aquela badalação habitual.
Depois de montar a barraca no “Camping Alegre”, um lugar agradável e com um preço acessível (R$10,00 por pessoa), é claro que iria dar uma volta na cidade, mas nada que durasse até altas horas da madrugada, porque o objetivo era acordar cedo e aproveitar ao máximo o dia!
Segunda-feira não é dia de preguiça, ainda mais quando se está na Chapada. Às 9 horas da manhã já estava pronta e com o café a manhã reforçado na barriga, e claro, sem pagar caro, desta vez a refeição custou apenas R$5,00.    
A primeira parada do dia foi na “Morada do Sol” (entrada R$10,00), cachoeira bastante conhecida pelos freqüentadores da Chapada, pois lá é possível aproveitar bastante o sol, o que ajuda a amenizar as águas geladas do lugar.
A Morada do Sol é bem tranqüila, propícia para quem quer levar crianças e idosos, ou também para aquelas pessoas menos dispostas para caminhadas longas. Um ótimo lugar para descansar depois das noites na Vila de São Jorge.
Mas quem tem pouco tempo na Chapada dos Veadeiros não vai querer passar o dia em uma cachoeira, então a próxima parada é a “Raizama”, esta cachoeira fica no caminho de volta da Morada do Sol, não é difícil de achar...
Para entrar na Raizama é preciso desembolsar mais R$10,00 (grande parte das cachoeiras do lugar cobra este valor para o acesso), mas vale muito à pena!
A trilha é bem tranqüila, um pouco maior que a da Morada do Sol, mas não é difícil. Como visitei o lugar na estiagem é óbvio que as águas estavam baixas. Na primeira parada da Raizama nem perdi tempo para tomar banho, a cachoeira mais parecia um poço de água parada, desvantagem de ir nesta temporada, por outro lado, a preocupação com tromba d’água vai embora...
Mesmo assim vale muito conhecer este lugar... a formação rochosa é deslumbrante e fica ainda mais linda com as águas desenhando as pedras. Um mergulho era inevitável, mas o sol não chegava mais até ali, por causa do alto paredão rochoso, então a solução é tomar coragem e contar 1, 2, 3 e já... mergulha de uma vez! E depois se secar na sombra! Tá ótimo para o primeiro dia!
No dia seguinte às 8:30 da manhã lá estava eu na porta do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. É preciso chegar cedo para fazer a trilha com calma e aproveitar as cachoeiras do parque.
O parque não cobra pela visitação, mas é preciso ter um guia para entrar, neste caso o valor é de R$100,00, dividido pelo número de turistas, se não me engano o máximo é de 10 turistas por guia.
Nosso guia foi o simpático Dedé, um ex. garimpeiro de cristal e hoje guia do parque, segundo ele está bem melhor assim “agora tá muito mais bonito, as árvores cresceram, diferente da época do garimpo”.
Fazer a trilha com o guia Dedé é uma aula. A todo instante ele pára para mostrar plantas medicinais, tem pra tudo: queda de cabelo, gastrite, brocha homem, levanta homem, malária e por aí vai!
O grupo resolveu fazer a trilha dos Cânions, cerca de 10 km de ida e volta. A primeira parada foi no segundo cânion, não podemos visitar o primeiro porque havia um pato ameaçado de extinção que se reproduz lá neste período do ano.
Neste lugar pode se preparar para as fotos, pois serão muitas! Não se esqueça de se preparar também para o banho, que em minha opinião, é o mais gelado. Parece que derreteram um cubo gigante de gelo lá dentro e a gente de bobinho se arrisca! Pense numa água fria! A profundidade também assusta, chega a 15 metros em determinados pontos. Mas ninguém vai deixar de tomar banho por causa disso, vai?
De lá a trilha segue para a “Carioquinhas”, outro lugar maravilhoso e com a água menos gelada. Um bom lugar para o descanso e para um lanche antes da volta. Esta é a última parada antes do retorno ao ponto de partida, os guias devem chegar até as 18 horas com os turistas na entrada do parque.
 Último dia na Chapada dos Veadeiros, no caminho de volta para casa a parada escolhida é o Vale da Lua (pra variar a entrada custa R$10,00), que seguindo alguns guias do local é o lugar mais perigoso da Chapada, principalmente na época de chuva.
Sem dúvida é um lugar bonito, com uma formação rochosa muito singular, mas ao mesmo tempo tem um ar meio sinistro, sei lá... Existem pequenos poços para banho, portanto não é um lugar bacana para se passar todo o dia.
Espero que tenham gostado da minha primeira postagem. Este é um local para contar as experiências de pequenas viagens que faço nesse mundão. Próxima parada: Milão – Itália.











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